31/12/2008

Troca de Comando


Após oito anos à frente da Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro, Vicky Whyte, deixa o cargo. Ela assume a partir de janeiro a vice-presidência técnica da Confederação Brasileira de Golfe. Em entrevista ao site da FGERJ, Vicky ressaltou os pontos fortes e as decepções durante o período na presidência da FGERJ, cargo que ocupou a partir de 1998, e só esteve fora no triênio 2004, 2005 e 2006.

“Acredito que com minha experiência tenho muito a contribuir com a CBG”, declara Victoria Anne Whyte, ou simplesmente Vicky, que é filha de Seymour Marvin, um dos fundadores da Associação Brasileira de Golf, juntamente com Carlos Borges e Oswaldo Aranha, em 1958. Entidade que anos depois se transformou em CBG. Vicky também integra o Comitê de Regras e Regulamentos da Federação Sul-Americana e é juíza formada pelo Royal & Ancient Golf Club of St. Andrews. Além de Presidente da Associação Golfe Público de Japeri e Ex-Presidente Feminina da International Golf Federation.

No dia 6 de novembro de 2008, Rachid Hadura Orra, 59 anos, foi eleito por aclamação para o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Golfe (CBG) para o mandato que vai de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010. No seu mandato, o recém-eleito presidente da CBG conta com o apoio de sua nova equipe de administração que é formada por Antonio Carlos Aguirre Cruz Lima, como vice-presidente operacional; Vicky Whyte, como vice-presidente técnica; Francisco Borges de Souza Dantas, como vice-presidente de marketing; Márcio Mendes de Melo, como vice-presidente de desenvolvimento, e Luis Carlos Baumgarten, vice-presidente institucional. “Nossa equipe é formada por nomes do mais alto nível dentro do golfe”, afirma o novo presidente.

Na entrevista concedida ao site, Vicky afirma que o trabalho desenvolvido por sua gestão resultou em melhoras no golfe do Rio de Janeiro. “Saio com orgulho e sentimento de dever cumprido”, conclui. E aproveitou para relacionar os números que comprovam esse sentimento. “Foram praticamente 10 anos com Campeonatos Sul-Americanos sendo jogados no Rio, com exceção de um, que ocorreu no período em que eu não estava no comando”, contou. Em 1997, o Sul-Americano Juvenil foi jogado no Gávea, com a equipe feminina saindo vitoriosa. Em 1999, o Itanhangá recebeu o Sul-Americano Pré-Sênior.

Vicky ressalta que o momento mais marcante nesses anos todos ocorreu em 2002. “Ganhamos no masculino e no feminino a Copa los Andes, disputada no meu clube”. Inclusive foi a última vez que o Brasil foi o palco da competição, com a vitória em casa, o país entrou para a história ao vencer nas duas categorias – masculina e feminina, no Gávea Golf & Country Club. Foi também a última vitória brasileira no torneio.

Nos últimos dois anos, o Itanhangá recebeu o Sul-Americano Juvenil e o Brasileiro Juvenil. No Gávea, em 2007, foi disputado o Amador Brasileiro. Em 2008, a Faldo Series foi realizado no Itanhangá, competição que divulgou o golfe brasileiro no mundo todo e que representou um importante incentivo ao golfe juvenil brasileiro.

Mas como nem só de alegrias e vitórias é marcada uma carreira vitoriosa. Vicky mostra grande decepção com o resultado do Interfederações, realizado no Rio de Janeiro, no ano passado. “Fiquei muito chateada por não ganhar o Interfederações no Itanhangá. Tínhamos condição de vitória nas duas categorias e o resultado não veio”, declara.

Falando em Golfe Juvenil, Vicky destaca que 2009 pode ser um ano complicado devido às perdas na categoria. “O grande problema para 2009 é que estamos perdendo o Felipe Navarro e o André Tourinho, que ultrapassam a idade”. Mas faz questão de valorizar suas apostas. “O Leonardo Kitahara lidera a nova safra. Ele acabou de ficar com o vice-campeonato de sua categoria no Doral-Publix Junior, na Flórida. Resultado que mostra a incrível fase vivida por ele. Aposto também nas irmãs Clara e Vitória Teixeira, na Ana Paula Costa, no Bernardo Willemsens e também nos talentos vindos de Japeri. Com certeza, em 2009, teremos grandes conquistas dessas crianças”.

Certamente, a consolidação e o crescimento da Escola de Golfe de Japeri, é um motivo de orgulho para Vicky. A Escola de Golfe atualmente atende a 92 crianças da região e tem obtido resultados importantes no cenário nacional. “Em 2009, esperamos um crescimento ainda maior do nosso projeto. Um fator que me anima para a evolução do golfe em Japeri é o trabalho desenvolvido pelo Tiago Silva”, conclui. Tiago é o novo Head Pro de Japeri e com apenas dois meses de trabalho já impressiona a presidente da AGPJ. “É preciso ressaltar o incrível trabalho desenvolvido pelos instrutores, mas faltava algo para o projeto crescer e acredito que a experiência do Tiago nos ajudará muito”.

Entretanto, mais uma decepção atormenta Vicky neste final de 2008. Mesmo com o excelente retorno e perspectiva de melhoras para 2009, o Projeto de Japeri não foi aprovado a tempo de receber a verba da Oi Futuro e da Gávea Investimentos. O projeto, que favoreceria a Escola de Golfe pela Lei de Incentivo Fiscal do Ministério do Esporte, desenvolvido nos mesmos moldes do aprovado para 2008, ficou preso na burocracia de Brasília. “Procuramos uma solução”, enfatiza.

Vicky Whyte agradece a toda a Diretoria: João Francisco, Fabio Egypto, Rafael Navarro, Fernando Clementino, Nigel Wynn Jones, Henrique Kitahara e Claudio Vasconcelos, pelo trabalho e dedicação.

“A todos uma boa sorte e bons torneios em 2009.”
Vicky Whyte