21/11/2005

Golfe carioca no Jornal do Brasil


No JB de hoje (foto), dia 21 de novembro, o carioca Philippe Gasnier foi destaque no caderno de Esportes com a sua vitória no LG Vivo Championship, realizado no campo do Itanhangá Golf Club de quinta feira até ontem.

A matéria também aborda a pesquisa que a Diretora Técnica da FGERJ, Melinda Pellegrino, fez entre os jogadores de golfe brasileiros a fim de verificar qual é a realidade da preparação esportiva dos golfistas profissionais pertencentes ao ranking brasileiro.

Confira todo o conteúdo das matérias abaixo:

Brasileiro vence Internacional de Golfe

Philippe Gasnier supera disputa com argentino e leva o ouro com 285 tacadas no Rio de Janeiro

A disputa com o argentino Daniel Barbetti foi acirrada; mas o brasileiro Philippe Gasnier conseguiu vencer o torneio internacional de golfe LG Vivo Championship, no Itanhangá Golf Club, no Rio de Janeiro. Campeão do Aberto do Brasil em 2004, Philippe terminou com 285 tacadas (72-69-69-75), 3 abaixo do par.

Daniel Barbetti, campeão do Aberto do Paraguai, perseguia de perto Gasnier, com uma diferença de duas tacadas. Mas deu azar na terceira volta, quando foi penalizado por seu caddie usar o rastelo de forma equivocada na banca de areia. A vantagem do brasileiro subiu para quatro tacadas.

A situação do argentino piorou no início da última volta, quando a diferença a favor de Gasnier foi ampliada para sete.

Quando o título já parecia decidido, Gasnier tomou um susto: cometeu erros seguidos, enquanto o argentino acertava. No buraco oito, a diferença caiu para apenas uma tacada.

O brasileiro, porém, recobrou a concentração e paulatinamente confirmou a vitória. No buraco nove já tinha vantagem de duas, depois três. No buraco 13, novamente a diferença caiu para uma. No buraco 15, novo empate. Só no buraco 17, Gasnier assumiu novamente a vantagem de uma tacada. No buraco 18, o brasileiro ampliou a diferença e terminou o torneio com 285, três abaixo do par do campo. Barbetti totalizou 288, par do campo, o mesmo que o paraguaio Raul Fretes. Mas o argentino acabou caindo para o terceiro lugar, pois Fretes fez 71 tacadas ontem (contra 74 do argentino) e ficou em segundo.

– Foi bem difícil, mas eu estava confiante. É complicado jogar com uma vantagem grande, e eu comecei a errar. Fui lutando e consegui me concentrar para ganhar – contou o campeão, que ganhou R$ 60 mil com o título. O torneio distribuiu US$ 120 mil em prêmios.

Teoria diferente da prática

Com o objetivo de verificar qual é a realidade da preparação esportiva dos golfistas profissionais pertencentes ao ranking brasileiro, a campeã carioca de golfe Melinda Pellegrino, que concluirá o curso de Educação Física em dezembro, elaborou um questionário com 19 questões envolvendo os aspectos técnico/tático, físico, psicológico e nutricional dos atletas.

– Trata-se de uma pesquisa inédita no Brasil e de suma importância, pois, a partir dos resultados, será possível não só observar qual a realidade dos atletas do golfe nacional como também acompanhar sua evolução daqui para frente. Pretendo repetir a pesquisa de dois em dois anos – explica Melinda.

Todos os 28 jogadores que fazem parte do ranking da Associação Brasileira dos Profissionais de Golfe (ABPG) responderam ao questionário.

Os resultados mostraram que a idade média dos jogadores é de 33 anos, sendo o mais jovem com 21 e o mais velho com 53 anos. Dos 28 atletas, 22 realizam algum tipo de preparação física, 18 realizam preparação técnica (aulas de golfe com um treinador), nove fazem aulas táticas (aulas no campo de jogo), nove possuem orientação psicológica e somente seis têm a orientação de um profissional de nutrição para controlar suas dietas. Apenas dois possuem um treinamento multidisciplinar completo envolvendo todos os aspectos mencionados, enquanto três jogadores não têm nenhum tipo de preparação esportiva.

– A última parte do questionário buscava identificar a opinião dos atletas em relação à importância da preparação multidisciplinar para o golfe. Todos responderam que ela é fundamental para o esporte. Os resultados foram contraditórios, pois, apesar de eles apontarem os aspectos técnico/tático e psicológico como os mais importantes, o tipo de preparação mais realizada por eles é a física – observa Melinda.

Para ela, a pesquisa reflete a falta de conscientização não só dos atletas, mas principalmente da confederação e das federações de golfe no país, que não investem em uma preparação multidisciplinar específica e completa para atletas de alto rendimento.

Fonte: JB Online