28/06/2005

Coluna Swing de Guillermo Piernes, nesta terça, 28 de junho


A História do golfe é também feita pelos grandes torneios beneficentes. O próximo em terras brasileiras será o torneio do Instituto Ronald McDonald destinado a captar recursos para implementar atividades em instituições que abrigam crianças e adolescentes com câncer. O Instituto concentra suas atividades na promoção e divulgação de conhecimentos relativos ao câncer infanto-juvenil, incentivo a atividades do voluntariado, assistência e suporte psico-social às crianças e adolescentes portadores de câncer, melhoria das condições médico-hospitalares de tratamento de pacientes e promoção da pesquisa e o intercâmbio técnico-científico entre os especialistas em câncer infanto-juvenil.

O torneio será realizado no Clube de Campo de São Paulo, em 6 de julho próximo. Golf4All, promotora do evento, informou que será na modalidade por equipes, que possibilita a máxima confraternização entre os participantes. O Clube de Campo de São Paulo, as margens da represa Guarapiranga, possui 110 hectares das quais 20 hectares são de Mata Atlântica preservada, habitada por uma rica variedade de animais e pássaros, mostrando outra importante vertente do esporte que é a preservação do meio ambiente.

Freqüentemente esse tipo de eventos ou a contribuição do golfe para preservar áreas verdes nas cidades ocupa menos espaços na mídia que brincadeiras com celebridades. A falta de compreensão das vertentes nobres do golfe não é de hoje. O rei escocês James II passou a História por ter proibido o golfe durante 60 anos na Escócia por considerar que fazia perder tempo aos cavalheiros afetando assim os interesses do país.

Caxias teve a décadas atrás um prefeito que se aproximou da figura do monarca quando ordenou a destruição de um campo de golfe. Na década de 70, o empreendedor Arvidt Froeming, tinha construído seis buracos de golfe e uma bela sede para o futuro clube dedicado ao esporte na cidade. A obra marchava de vento em popa e era uma iniciativa que colocava o Brasil na interiorização da atividade, fórmula vencedora de países potentes no golfe como Estados Unidos, Argentina, África do Sul, Inglaterra e Espanha. Para construir uma represa o prefeito ordenou a desapropriação da área. Não somente não quis pagar pelos danos, mas sequer atendeu aos pedidos dos pioneiros do esporte para ceder uma outra área onde o golfe pudesse ser desenvolvido na cidade. O empreendedor Froeming após ver seu campo destruído mudou para Porto Alegre. Na capital gaúcha Froeming foi um dos fundadores e presidente do clube Belém Novo que depois se integrou ao projeto imobiliário de maior sucesso da cidade, o condomínio Terraville. O campo do Belém Novo, com 15 lagos internos, e hoje um dos mais técnicos e belos do país e concentra de grandes jogadores. Mas Caxias finalmente acaba de abrir seu primeiro campo de golfe, o undécimo campo de Rio Grande do Sul. Nem James II, nem o prefeito da cidade gaúcha conheciam a persistência e a grande qualidade dos golfistas.

Confira mais detalhes na Gazeta Mercantil, coluna Swing de Guillermo Piernes.