17/05/2005

Coluna Swing de Guillermo Piernes, nesta terça, 17 de maio


Um jogador de golfe durante sua vida mudava duas ou três vezes de tacos até a década de oitenta. Hoje o ritmo se tornou alucinante, e o prazo de troca de tacos varia de um a quatro anos, entulhando os depósitos das lojas que aceitam material usado como parte de pago de novos tacos. Principalmente nos Estados Unidos: se os novos lançamentos não são vendidos rapidamente, o preço despenca, tornando a atividade de comercialização de tacos num negócio de maior risco do que anos atrás.
Um taco fica praticamente velho em seis meses, perante os constantes novos lançamentos com novas tecnologias, materiais, e principalmente pela carga de publicidade envolvida. Também vários vendedores de equipamentos demandam novos lançamentos porque nos produtos que chegam ao mercado as margens são maiores. Esse cenário não ajuda nem as fabricas, nem a maioria dos comércios e às vezes nem aos golfistas, mas por enquanto parece uma tendência firme de mercado.

A idolatria à competitividade é um fator que faz subir as despesas dos jogadores, que buscam adquirir tacos que prometem mais distância, melhor pontaria, maior controle. Um jogo de tacos novos pode custar entre R$ 2 a 9 mil. No meio de esse fenômeno, os tacos clássicos também passaram a ser valorizados pelos colecionadores, como acontece na indústria do automóvel como um Cadillac 1959 ou um Volkswagem 1941.

Em matéria de bolas, a pesar de numerosos lançamentos, o setor está mais treinado porque os jogadores sempre perderam bolas ou estas perderam pressão e a reposição sempre foi uma constante. Uma das mudanças no Brasil é a entrada institucionalizada das bolas para jogo noturno por iniciativa da Golfnite. A empresa se tornou representante exclusiva no Brasil dos equipamentos para o golfe noturno e anunciou que não pretende vender individualmente as bolas, mas que sejam utilizadas em torneios corporativos de marketing de relacionamento, organizados num alto padrão.

Os equipamentos de golfe no Brasil ainda enfrentam uma incômoda e peculiar situação ao atravessar as alfândegas. Por exemplo, as bolas de golfe têm altas taxas de importação por serem consideradas projeteis. O Brasil não fabrica tacos ou bolas de golfe, mas produz sapatos de golfe de qualidade de exportação Royal Golf Club, numa fábrica no Rio Grande do Sul.

Confira mais detalhes na Gazeta Mercantil, coluna Swing de Guillermo Piernes.