18/03/2005

Coluna de Guillermo Piernes, nesta sexta feira 18/03


A primeira vez nunca se esquece.
A imagem da própria bola levantando vôo pela primeira vez, jamais sai da memória dos golfistas.

É o inicio de uma caminhada por um mundo diferente do cotidiano onde o respeito da ética e as regras, o cuidado com os parceiros, a solidariedade e a confraternização estão sempre em jogo.

Na ensolarada manhã de domingo, assistimos a um grupo de 20 executivos, empresários e alguns familiares tendo a primeira aula de golfe da vida. Foi no Interlagos Golf Center de São Paulo, a beira da represa Guarapiranga, numa manhã de domingo. Um domingo sem precedentes para o grupo. Primeiro foi uma breve palestra sobre os objetivos do golfe, desse esporte como ferramenta de relacionamento. Depois, o primeiro contato com essas estranhas palavras alienígenas como “grip”, “stance” “swing”, ou seja empunhadura, posição, balanço.

Os profissionais da Federação de Professores de Golfe mostraram como se empunha o taco, com as mãos formando uma unidade e com a pressão suficiente para manter um pássaro entre elas porém sem feri-lo. Os novatos tiveram a valiosa aula que no golfe a força física é um elemento menor, que o importante é a fluidez do movimento. Até que chegou o momento, pela primeira vez, de bater na bola. Alias bater é somente uma expressão porque na bola não se bate, apenas o pendulo executado pelo golfista faz com que a cabeça do taco passe em alta velocidade pelo ponto da bola. Ai a bola vai. Outra mera expressão. Entre os novatos, apenas umas poucas vezes.

Homens maduros, profissionais altamente treinados e acostumados a resolver problemas logísticos, financeiros, de pessoal, de investimentos sofreram com a pequena bola branca, quase inocente. Eram executivos de empresas como Brain Trade, Mapfre, Gran Melia, BankBoston, Merkinter, Zafi Tour, Tamanduá Cigar Bar, Intarco, entre outras, todos perdendo para a bola de 44 gramas. Muitas tacadas não a encontraram. Outros assistiram à bola rodar menos de dois metros, quando a ilusão era enviar a bola para o distante lago, como fizeram nas demonstrações os professores Luiz Martins e Pedro Yanez. Os novatos descobriram que o golfe é na realidade o conjunto de três jogos, o jogo longo, os tiros de aproximação e os de alta precisão para embocar a bola no buraco. Mas esses homens estão familiarizados com desafios.
A maioria desse grupo voltará a empunhar um taco, entre eles o presidente da Câmara Espanhola, Vicente Rego Manito que incentivou a clínica, porque eles viram subir pela primeira vez a própria bola. Também o empresário de recursos humanos Lázaro Vilicic para quem “foi uma boa maneira de se começar no golfe”.

O curso de golfe para os iniciantes terminou com um torneio de putting green. Depois houve a tradicional entrega de prêmios, alegre e descontraída como na maioria dos de golfe. Como grande final, uma inesquecível paella da chef de cozinha Angélica regada a vinhos espanhóis e muita alegria.

A clínica foi organizada pela Câmara Espanhola de Comércio, que lançou um programa com golfe para fornecer mais ferramentas de relacionamento e melhoria de ambiente de negócios. Haverá novos cursos para grupos de novatos.
O email de contato é golf@camaraespanhola.org.br.

O golfe certamente ganhou e ganhará novos adeptos que nunca esquecerão a primeira vez.

Confira mais detalhes na Coluna Swing, de Guillermo Piernes, na Gazeta Mercantil.