19/07/2005

Coluna Swing de Guillermo Piernes, nesta terça, 19 de julho


O meio ambiente.

Oportuno o seminário organizado pelo Costão Golf, em Florianópolis, para discutir os campos de golfe e o meio ambiente. Dá a impressão que virou moda criar empecilhos para a construção de campos de golfe. Parece que o meio ambiente pode ser destruído para levantar mostrengos de concreto, ser ocupado por moradias irregulares sem cuidados sanitários. Mas a obtenção das autorizações ambientais para construir campos de golfe significa um verdadeiro calvário e frequentemente oneroso caminho para os empreendedores.

Existe um mito que o golfe é apenas para ricos. Não é. Também não é apenas para celebridades ou modelos em busca de exposição na mídia. Como esporte pode ser praticado por todos. Também é um esporte que pode ser praticado sem importar o sexo ou a idade, ou seja, um esporte democrático. Inclusive uma fantástica ferramenta de inclusão social como mostrou o recente evento do Instituto Ronald McDonald, que arrecadou um total de R$ 640 mil para crianças com câncer, sem qualquer apoio de governo, federação esportiva ou influência de cartolas. É assim no mundo todo. No Brasil não pode ser diferente apesar do esforço de alguns burocratas e dirigentes que buscam complicar para depois poder descomplicar com vantagens pessoais em algumas ocasiões.

O golfe é um esporte que preserva o meio ambiente. Por exemplo, em São Paulo, os poucos espaços verdes realmente importantes da metrópole são áreas de preservação ambiental ou campos de golfe, como no São Paulo Golf Club, São Francisco, Clube de Campo de São Paulo, Guarapiranga. O resto virou alvo da especulação imobiliária ou da simples barbárie ocupacional ou destruição do meio ambiente. Sem o esforço do clube Gávea (foto), os morros que circundam seu campo certamente teriam mantido a mata? As mais de 100 hectares do campo do clube Itanhangá, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, seriam ainda um espaço verde?

O seminário sobre meio ambiente do Costão Golf acontece em 26 de agosto, com a participação de Bruce Branham, professor e especialista americano no tema campos de golfe e meio ambiente. O projeto do campo do Costão Golf foi desenhado pelos especialistas argentinos Angel Reartes e Ricardo Agüero aproveitando a beleza natural da ilha de Florianópolis e será um dos grandes pólos de atração turística e com uma visão preservacionista.

O golfe permite atender os interesses de grandes corporações e de empresas médias. Um recente exemplo foi o salão Tampopo Hair de Yuriko Terada, um dos mais renomados da capital paulista, que recebeu clientes e amigos para um Dia de Golfe no Blue Tree Park Mogi das Cruzes. O resultado foi tão bom que haverá um outro similar próximo.

Confira mais detalhes na Gazeta Mercantil, coluna Swing de Guillermo Piernes