15/08/2005

Entrevista com Phillipe Gasnier


Projeto Rio contou hoje com o apoio do profissional carioca que nos concedeu uma entrevista exclusiva. Confira:

Aproximadamente 5.000 golfistas tentam anualmente o acesso ao PGA TOUR com acesso para apenas 30 vagas. Qual a sua estratégia para conseguir esta vaga tão suada e torcida por todo o Brasil?

Venho treinando muito e participado de vários torneios. Eu estava jogando mini tour na Flórida e o nível é bastante bom. E agora resolvi jogar todas as segunda feiras o Monday Qualifying, do Nationwide Tour. Assim tento pegar experiência, ver como é…
Consegui me classificar para três torneios do Nationwide, e outros quatro não entrei. Passei o corte em um e outros dois deles não passei.
Mas você vai jogando, vai pegando experiência, vê como é que é. Aí tem mais vontade de jogar outras e outras para ver se na próxima vez faz melhor.
E até outubro vou jogando essas classificações e os primeiros colocados neste tour têem vaga garantida.

Tem outras formas de acesso?

Tem a classificação no fim do ano, que acontece sempre no fim de outubro, com três etapas.

E você vai participar desta classificação?

Vou! Se eu não me engano este ano a primeira etapa será dia 18 de outubro.

Você se sente preparado para o acesso ao PGA esse ano?

Ano passado foi meu primeiro ano de tentativa e de lá pra cá aprendi bastante. É difícil dizer se dá pra entrar ou não. Mas com certeza estou mais preparado que ano passado, isso é certo. Agora se dá para entrar ou não, isto a gente vê na classificação.

E se por um acaso não for desta vez. Você pretende continuar tentando?

Ah sim… até… até entrar! (Risos)

E nós aqui no Brasil vamos continuar torcendo e muito por você. Phillipe, o que você acha do Projeto Rio?

Eu acho um projeto muito bom. Tá na hora dos juvenis e os amadores do Rio aparecem mais a nível de ranking nacional. Ainda mais com o apoio dos técnicos, os profissionais Rafael, Eric e Ismar. Tem tudo para dar certo. Acho que foi um projeto muito bem elaborado, e os juvenis só têm a ganhar se levarem a sério.

Você tem alguma sugestão para o Projeto?

Eu acho que tá bom. À medida do que as coisas vão acontecendo, os próprios profissionais vão implantar novas idéias. Eles vão pegando mais técnica e vão aplicar novos treinos, novos exercícios.

Dicas para os juvenis?

Depende de cada um deles ter a força de vontade. Treinar com qualidade ao invés de quantidade. A qualidade da prática é o que importa no momento. Não adianta treinar o dia todo e não está concentrado no que está fazendo.

E mudando de assunto… Acompanhou o PGA Championship? Estava torcendo por quem? Gostou da vitória do Phil Mickelson com 276 tacadas, 4 abaixo do par?

Vi, é claro. Tava torcendo para o Phill mesmo, no finalzinho conseguiu desempatar. Ele merece.

Estava torcendo por ele mesmo? Ninguém o via como favorito…

Estava sim. Ele é um jogador que está sempre entre os favoritos. Mas as pessoas falam sempre primeiro do Tiger ou que ele não vai aguentar no final. Mas depois que ele ganhou o Master já né… E o Vijay, ele é sempre favorito, sempre perigoso.

Acabou que o Vijay ficou em décimo…

Pois é, ele está “pateando” mal! (Risos) Mas eu torci mesmo pro Mickelson…

Phillipe, obrigado por ter vindo ao treino, obrigado pela entrevista. Conte sempre com a Federação, estamos sempre torcendo por você.

Que isso, tudo o que eu puder ajudar, contem comigo também.

Confira na Galeria de Fotos algumas fotos exclusivas do treino com Phillipe.